Economia
Tesouro Direto: taxas voltam a subir após prévia do PIB mostrar atividade resiliente

As taxas do Tesouro Direto operam em alta nesta quinta-feira (19), após a divulgação do IBC-Br de dezembro, prévia do PIB calculada pelo Banco Central. O indicador recuou 0,2% na comparação mensal, mas encerrou 2025 com expansão de 2,5%, reforçando a leitura de atividade ainda resiliente no acumulado do ano.
Na comparação com quarta-feira, os prefixados voltaram a ganhar prêmio em toda a curva. O Tesouro Prefixado 2029 subiu de 12,68% para 12,72%, enquanto o 2032 avançou de 13,30% para 13,36%. No trecho mais longo, o prefixado com juros semestrais 2037 passou de 13,54% para 13,59%.
Entre os papéis atrelados à inflação, o movimento também foi de alta. O juro real do Tesouro IPCA+ 2032 saiu de 7,54% para 7,58%, o do IPCA+ 2040 subiu de 7,20% para 7,23% e do IPCA+ 2050 avançou de 6,88% para 6,92%. Já o IPCA+ 2060 foi de 7,07% para 7,11% de taxa além da inflação.
Oportunidade com segurança!
O IBC-Br mostrou que o recuo de dezembro foi influenciado principalmente pela queda nos serviços, enquanto agropecuária e indústria apresentaram crescimento no mês. No acumulado de 2025, o agro foi destaque, com alta de 13,1%, seguido pelos serviços, que avançaram 2,1%.
Para Rafael Perez, economista da Suno Research, o dado reforça a moderação da atividade no fim do ano, mas não altera o cenário de crescimento relevante no acumulado. “O comportamento do IBC-Br sugere que o último trimestre continuou a apresentar sinais de moderação, sentindo os efeitos da política monetária restritiva. Ainda assim, mantemos nossa projeção de expansão de 2,3% para o PIB em 2025”, afirma.
Ele avalia que, para 2026, o crescimento deve se concentrar no primeiro semestre, sustentado por estímulos fiscais, mercado de trabalho ainda aquecido e desempenho do setor agropecuário. “Esperamos que o consumo das famílias, o mercado de trabalho, os estímulos fiscais e o setor de serviços sejam os principais motores da atividade econômica em 2026”, diz, projetando expansão de 1,8% do PIB neste ano, com viés de alta.
Continua depois da publicidade
A reação da curva de juros indica que o mercado interpretou o conjunto dos dados como compatível com um cenário de desaceleração gradual, mas sem fraqueza acentuada da economia. Nesse contexto, os prêmios embutidos nos títulos voltaram a subir levemente, refletindo ajustes nas expectativas para o ritmo e a intensidade do ciclo de cortes de juros ao longo do ano.
Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h26 desta quinta-feira (19):
| Título | Rendimento Anual | Vencimento |
|---|---|---|
| Tesouro Selic 2031 | SELIC + 0,1009% | 01/03/2031 |
| Tesouro Prefixado 2029 | 12,72% | 01/01/2029 |
| Tesouro Prefixado 2032 | 13,36% | 01/01/2032 |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 | 13,59% | 01/01/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2032 | IPCA + 7,58% | 15/08/2032 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 | IPCA + 7,47% | 15/05/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2040 | IPCA + 7,23% | 15/08/2040 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 | IPCA + 7,18% | 15/05/2045 |
| Tesouro IPCA+ 2050 | IPCA + 6,92% | 15/08/2050 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 | IPCA + 7,11% | 15/08/2060 |
