Economia
Foco inicial dos ataques dos EUA ao Irã são alvos militares, diz NYT

A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciada na madrugada de sábado (28), tem escopo e intensidade muito maiores do que o ataque ordenado pelo presidente Donald Trump em junho do ano passado, segundo autoridades americanas ouvidas pelo The New York Times.
De acordo com fontes do governo dos EUA ouvidas pelo jornal, a primeira onda de ataques envolveu dezenas de bombardeios conduzidos por aviões de combate lançados a partir de bases militares no Oriente Médio e de um ou mais porta-aviões na região.
O foco inicial, segundo o jornal, são alvos militares em território iraniano, em especial a infraestrutura de mísseis e instalações de comando e controle.
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O ataque faz parte do maior reforço de presença militar americana desde a Guerra do Iraque, em 2003, e inclui dois porta-aviões, vários destróieres e mais de 50 caças.
Estimativas americanas apontam que o Irã possui mais de 2.000 mísseis, em sua maioria de curto e médio alcance, capazes de atingir Israel e bases dos EUA na região. Eles estariam espalhados em diversos locais de lançamento pelo país e estão entre os primeiros alvos da campanha aérea.
O Irã conta com a Guarda Revolucionária Islâmica, força de cerca de 200 mil membros subordinada diretamente ao líder supremo, além de uma frota de centenas de lanchas rápidas que podeiram er usadas em ataques de “enxame” no Golfo Pérsico e um arsenal estimado entre 3.000 e 6.000 minas navais, capazes de bloquear temporariamente o estratégico Estreito de Hormuz.
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Em vídeo de cerca de oito minutos divulgado nas redes sociais, Trump classificou a nova campanha como “massiva” e afirmou que o objetivo é destruir boa parte da capacidade militar iraniana, incluindo o programa de mísseis e ativos navais.
“Vamos destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”, disse Trump, que também prometeu “aniquilar” a marinha iraniana e impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear. O presidente afirmou ainda que o objetivo é enfraquecer a capacidade de ação de grupos considerados “afiliados terroristas” do Irã.
