Economia

Ibovespa cai 2,64% com incerteza sobre Oriente Médio, mas ação da Braskem salta 17%

Ibovespa cai 2,64% com incerteza sobre Oriente Médio, mas ação da Braskem salta 17%
Publicado em 05/03/2026 às 18:37

SÃO PAULO, 5 Mar (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda de mais de 2% nesta quinta-feira, com o conflito no Oriente Médio voltando a pressionar mercados acionários no mundo, enquanto Braskem (BRKM5) resistiu ao viés negativo e disparou mais de 15% na bolsa paulista.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa (IBOV) caiu 2,64%, a 180.463,84 pontos, tendo marcado 179.895,37 na mínima e 185.366,35 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$32,6 bilhões.

Mais navios-tanque foram atacados no Golfo Pérsico, com a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã se agravando. Drones iranianos entraram no Azerbaijão e uma moção para interromper os ataques dos EUA foi bloqueada em Washington

Viva do lucro de grandes empresas

Notícias de que Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques do último sábado, emergiu como favorito para sucedê-lo também alimentaram a percepção de que Teerã não está prestes a ceder à pressão.

De acordo com a gestora de renda variável Isabel Lemos, da Fator Gestão, o conflito adicionou um sentimento de insegurança, que tem motivado posições mais defensivas.

“O investidor se sente mais inseguro e acaba vendendo o que tem gordura”, afirmou, citando o rali recente das ações brasileiras, com o Ibovespa acumulando no ano até a última sexta-feira, antes do início da guerra, uma alta de mais de 17%.

“No curtíssimo prazo, a bolsa está em cenário de incerteza e isso está fazendo alguns agentes venderem um pouco.”

Em Wall Street, o clima negativo também prevaleceu, com o S&P 500 .SPX encerrando o dia com declínio de 0,56%.

DESTAQUES

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  • VALE ON (VALE3) caiu 3,33%, sucumbindo à aversão a risco, mesmo com alta dos futuros do minério de ferro na China, após anúncio por Pequim de uma série de medidas econômicas.
  • ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) recuou 3,33%, com bancos também contaminados pelo viés mais vendedor na bolsa. BRADESCO PN (BBDC4) cedeu 3,22%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) perdeu 3,62% e SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) caiu 3,26%, enquanto BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) fechou em baixa de 4,58%.
  • PETROBRAS PN (PETR4) subiu apenas 0,47%, sofrendo com a correção na B3, mesmo com nova alta relevante do petróleo no exterior. A estatal reporta balanço de 2025 nesta quinta-feira. No setor, PRIO ON (PRIO3)A avançou 2,59%, PETRORECONCAVO ON (RECV3) valorizou-se 2,8% e BRAVA ON (BRAV3) ganhou 0,27%.
  • BRASKEM PNA (BRKM5) disparou 16,94%, no terceiro pregão seguido de alta. Na véspera, os papéis já tinham disparado 13,72%. De acordo com uma fonte de mercado, a ação acompanhou neste pregão o movimento mais positivo do setor no exterior.
  • LOCALIZA ON (RENT3) recuou 6,87%, em dia de alta nas taxas dos contratos de DI, mas também relatório de analistas do UBS BB cortando a recomendação para as ações da companhia para neutra, embora o preço-alvo tenha subido de R$50 para R$55.
  • EMBRAER ON (EMBJ3) caiu 5,71%, também pesando no Ibovespa, no último dia antes da divulgação do balanço do último trimestre do ano passado, na sexta-feira, antes da abertura do mercado.